domingo, 30 de outubro de 2011

GAROTA DOURADA, por Nathalie Alves



“Garota Dourada” de 1984, dirigido por Antônio Calmon é a continuação de “Menino do Rio”, um filme de grande sucesso de 1981. O filme narra a história de Ricardo Valente, um surfista, que após cinco anos de casamento, foi abandonado por Patrícia, sua esposa, resolve ir para o litoral de Santa Catarina na companhia de sua filha e do astro de rock Zeca. Lá, Ricardo acaba se apaixonando pela sensual Diana, despertando a raiva de Betinho, que também era apaixonado pela moça. Os dois travam uma disputa emocionante pelo coração de Diana, a famosa "garota dourada".

Com a escassez de filmes para o público mais jovem, as produtoras de filmes hollywoodianas passaram a navegar nesse mercado promissor, trazendo para as telonas elementos do universo desses jovens, como os romances juvenis, esportes radicais, o rock, entre outros. Como esses filmes tiveram grande sucesso de bilheteria, os cineastas brasileiros não ficaram para trás e junto com a Embrafilme investiram nesse “novo mercado”.

“Garota Dourada” é um ótimo filme. Com bonitas locações, trilha sonora memorável, elenco prestigiado e equipe bem preparada. Porém comete o pecado de praticamente repetir a fórmula e a história de “Menino do Rio”. O longa soa muitas vezes como uma verdadeira copia de seu antecessor, não trazendo nada que não se tenha visto anteriormente em outros filmes de mesma temática. A cena, que talvez seja a mais inovadora é sem dúvida a da abdução. Onde um dos personagens está voando de ultraleve quando se depara com uma forte luz dourada, que libera um facho luminoso fazendo-o desaparecer para sempre, haja vista que a terceira parte dessa trilogia, que se chamaria “Menina Veneno”, jamais foi rodada.

O filme é bastante inferior ao primeiro longa da “trilogia”, varias vezes crucificado por parecer uma releitura de outros filmes. Mas ele possui também seus méritos ao revelar a brilhante atriz Andrea Beltrão e nos saudar com a trilha sonora inesquecível dirigida por Nelson Motta. “Garota Dourada” se comporta visivelmente como uma espécie prévia do que seria “Armação Ilimitada” anos depois, coincidentemente ou não, dirigida por Antônio Calmon.

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